terça-feira, 21 de julho de 2009

Você tem 100% de responsabilidade!


Você tem 100% de responsabilidade sobre tudo o que acontece sobre tudo a tudo o que acontece na sua volta.Você é 100% responsável por todo o sofrimento da humanidade , pelas guerras, pelas calamidades, pelos seus filhos e os que também não são seus filhos, pelos seus vizinhos e não vizinhos. Você é também responsável 100% pela criminalidade que grassa hoje.Você é responsável pelas crianças famintas que pedem nos sinais de trânsito. Não coloque mais a culpa em ninguém. Você é inteiramente responsável por tudo e por todos.
Assim preconiza o Ho Onoponopono da tradição nativa havaiana, uma tradição de milhares de anos cultivada entre os nativos locais.
Se alguém está doente: trabalhe esta doença em você mesmo. Peça perdão ao doente. Envie a vibração do verdadeiro Amor a este enfermo no sentido que o seu karma e sua conexão com o dele possam cessar e então conseqüentemente cessar a doença dele, mas que também traz sofrimento a você , mesmo que por vezes não perceba este sofrimento literalmente.Não sofremos por todo o mal desta humanidade que também sofre e por vezes colocamos nosso sofrimento acima de qualquer outro egoisticamente e então não é o nosso sofrimento que importa?Por vezes não sabemos e não entendemos porque sofremos.
crianca-livreSe alguém sente raiva de você ou sente raiva de alguém que você não sabe por que e por vezes nem sabe quem é. Peça perdão para esta pessoa.Envie a vibração do Amor para ela. Mentalize palavras belas para ela. Não importa se ela não puder ouvir de sua viva voz. O importante é a mentalização, a vibração do pensamento forte que você envia a ela. Isto é Ho Onoponopono de verdade.
Houve uma vez um psicólogo que trabalhou num hospital para loucos no Hawai . Muitos médicos haviam passado por ali e pedido demissão ou foram demitidos ,pois o quadro da clínica piorava dia a dia. Havia cada vez mais recaídas e reincidências dos pacientes naquela instituição.
Até que o Dr.Ihaleakala chegou e solicitou todos os prontuários de todos os pacientes trancou-se numa sala com eles (os prontuários) e só saiu de lá quando tinha “examinado” todos os prontuários. Naquela clínica houve 100% de cura, de não reincidência.
O médico simplesmente aplicara Ho Onoponopono em cada um deles através de cada prontuário, vendo cada foto, lendo cada história e pedindo perdão a todos eles, dizendo que amava de verdade todos eles sem nunca ter se encontrado pessoalmente com nenhum deles.Pediu perdão também aos antepassado deles por todo o mal que lhes havia causado.
Achamos que pudemos resolver as coisas por vezes através das guerras que quase sempre não são bélicas, mas causam muito estrago ao nosso coração e aos corações dos outros. Somos adeptos dos processos judiciais intermináveis. Somos amigos de uma “boa discussão por uma causa nobre”. Aplicados a Lei de Talião ou como dizia o velho general na época de ditadura militar: “…bateu! Levou!.. Fomos treinados a não levar desaforo para casa e então nos pegamos gritando, xingando, buzinando e outros “…andos” mais que seria doloroso explicitar.
Qual é a verdade? Quem tem razão? Que é melhor ou pior?
Ho Onoponopono nos convida a desistir de lutar e como Buda ensinou : deixarmos de ser como o cachorro que corre atrás do próprio rabo para morder.
Temos que treinar parar, sentar, fechar olhos e emanar Amor e Perdão as pessoas não importa quem sejam, se gostamos delas ou não.
Nossos inimigos ou desafetos (pois assim teimamos em rotula-los) foram colocados na nossa vida nesta ação kármica para o exercício do Amor e da Compaixão e não ao contrário.Nada ocorre sem aquiescência do Divino. Os fatos são encadeados numa linha de sincronicidade e unicidade. Cabe a nós a Aceitação em primeiro lugar.
Todos estamos juntos de mãos dadas quer queiramos ou não ,então nos aceitemos com um sorriso, com um gesto amável, um bom e positivo pensamento.
Ho Onoponopono pode ser aqui e agora!

Maiores Detalhes :http://www.hooponopono.com.br/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os Arianos no Yoga e na Vida



Por Nello Baia Jr. e Ana Cláudia Dutra

Alguns supõem o Yoga como um campo único que segue a lógica do seu raciocínio, do seu querer e poder – o “Yoga para si” deve ser necessariamente o “Yoga para o outro”, então meu Yoga é melhor que o seu. Esquecem da universalidade do Yoga.
Então meu Guru, meu Mestre é melhor que o seu, quanto mais se ele for importado da Índia e onde já se viu um Mestre do Yoga que não seja da Índia ou no máximo alguém que seja pelo menos descendente direto na linhagem de um Guru indiano?
“Meu método é o melhor e outros métodos simplesmente são. Não permitiremos questionamentos, quanto mais críticas ou comentários que não sejam de aquiescência ao nosso método, a nossa escola, a nossa associação...” e por aí adiante. Tudo passa pelo crivo e pela análise dos membros da confederação, da federação, da aliança, da associação, que se consideram a verdadeira. As outras o que são?
Dizem ainda: “É necessária nossa aprovação prévia de quem pode e quer ser professor, ou curso, ou publicação. Pois temos o senso do que é correto no Yoga.” Interpretam as escrituras de acordo com seus mestres com palavras profundas, porém na prática não reconhecem quão limitadas são suas visões e julgamentos pessoais.
Reconhecer que inconscientemente trazemos o arquétipo dos arianos, que no seu aspecto sombrio buscaram o purismo de raça e que coincidentemente na sua invasão a região do Indo ,dentro da historicidade dos fatos foram os iniciantes da possibilidade das castas na índia antiga e que se perpetua, a contragosto de muitos, até a hoje. É perceber que mesmo atingindo uma visão da sabedoria do Self, temos que estar atentos a nossa própria sombra, que geralmente não conseguimos ver, mas a projetamos nos outros.
Por isso temos que estar atentos para não dividir também o yoga e julgar a experiência e o conhecimento de outros que buscam esta senda, de acordo com os critérios da nossa aprovação ou desaprovação do que é bom para o Yoga ou não, melhor dizendo: o que é bom para nós ou não.
Isto é o que pretendemos do Yoga? Moldá-lo ao nosso sabor egoísta como mais um produto de consumo para o sofrimento da humanidade?
Não! Com certeza o Yoga não é isto!
O Yoga é infinitamente livre, único, indivisível e indestrutível estando mesmo além de nós pobres mortais.
No Yoga não há melhor ou pior. No Yoga há! Todos somos iguais perante o Yoga supremo, que é um estado de unificação com o espírito Universal.
Não há melhor método, professor, escola afora os nossos critérios puramente pessoais ou no máximo grupais que “acham”. Os caminhos são infinitos que levam ao despertar da Sabedoria e do Amor.
O yoga não se mede com nenhum parâmetro afora o do pleno Amor.
Yoga é tolerância, respeito... aceitação.
Yoga não se enquadra num processo fascista que imobiliza as pessoas num quadro estático, normótico e aceitável.
Yoga não é só ásana, ou quem faz a melhor ásana (postura) ou quem ensina da melhor forma tal ásana. Yoga está além das ásanas. Yoga é uma experiência real quando respeitamos as diferenças, quando não criamos desavenças , políticas dos homens, interesses mesquinhos.
Como avaliar o aluno ou o professor pela ásana que faz ou pelo que fala e por vezes não faz. Como avaliar a Meditação de alguém, qual é o melhor ou pior, quem esta abaixo ou está acima.
A humanidade sempre dividiu entre puristas como Hitler, Napoleão, Mussolini entre tantos outros e os Puros como Gandhi, Jesus, Buda, Mandela entre tantos outros. Os puristas são provisórios, os puros são eternos. Sigamos pois as pegadas dos puros de coração e então estaremos no caminho correto.
Façamos então silenciosamente nosso Yoga sem alardes ou alaridos. Sigamos nossa sadhana cumprindo nosso Dharma, porque “os cães ladram enquanto a caravana passa”.
Trilhemos, pois pelo caminho da Democracia de um Yoga para todos independente de credo, raça, riqueza ou pobreza.
Façamos do Yoga e da nossa vida um meio de ajuda ao próximo na prestação de serviço para isto que fomos colocados neste plano, chamado Terra e então seremos homens mais felizes e plenos.

Nello Baia Junior e Ana Cláudia Dutra
A palavra ariano, ao referir-se a um grupo étnico, tem várias significações. Refere-se, mais especificamente, ao subgrupo dos indo-europeus, que se estabeleceu no planalto iraniano desde o final do terceiro milénio a.C. e que povoou a Península da Índia por volta de 1500 a. C., vindo do norte, pelo Punjabe, disseminando-se pela Índia, Pérsia e regiões adjacentes. Estes são também chamados de árias. A sua cultura ficou particularmente expressa nos Vedas e, principalmente, no Rig Veda, considerado como o mais antigo. Por extensão, a designação "arianos" (não o termo "árias") passou a referir-se a vários povos originários das estepes da Ásia Central - os Indo-europeus - que se espalharam pela Europa e pelas regiões já referidas, a partir do final do neolítico. O termo designa ainda os descendentes dos indo-europeus que fundaram a civilização indiana, subjugando as populações locais, dando origem ao sistema de castas e, mais especificamente, às castas dominantes dos Brâmanes, xátrias e vaixás.
(extraído do wickipédia)

domingo, 12 de julho de 2009

O Caminho do Despertar Feminino Sagrado


por Ana Cláudia Dutra
A energia feminina tem inúmeras formas de expressões representadas pelas deusas das mais diversas culturas, que nada mais são do que símbolos das energias que formam a nossa personalidade e dão sentido às nossas experiências.
A nossa cultura ocidental tem como influências principais: os símbolos cristãos e àqueles da cultura greco-romana. Ambas as influências dão uma grande ênfase no aspecto masculino da divindade e na representação de Deus como Pai. A cultura cristã reverencia a figura feminina de Maria somente no seu aspecto maternal, deixando implícito que os outros aspectos do feminino são profanos.
A cultura grega, a princípio primitivamente era Matriarcal, com ênfase na Grande Mãe, gradativamente com o desenvolvimento da mitologia, Zeus, filho de Saturno e neto de Urano, o Pai do Céu, assume o comando do Olimpo e divindades femininas originárias das qualidades da Grande Mãe surgiram,assumindo posições “subordinadas” ao Pai Zeus.
Podemos nos perguntar o que esta história tem a ver com a nossa vida hoje? Como estes personagens considerados pertencendo a um mundo mítico antigo influenciam hoje nas nossas vivências como mulheres e homens?
Primeiramente temos que diferenciar masculino e feminino, respectivamente dos sexos correspondentes e considerá-los como qualidades energéticas pertencentes em maior ou menor grau a homens e mulheres inconscientemente. Simbolicamente falando uma das expressões do masculino é o Logos, a razão e do feminino o Eros, o Amor, porém como homens e mulheres, nós vivenciamos ambas as energias, a diferença está no sentido e na forma que cada um a vivencia.
Integrar estas polaridades dentro de nós é o grande ideal da autorealização, unir a Sabedoria ao Amor e a todas as outras características correspondentes ao masculino e ao feminino, como por exemplo: a força à suavidade, o corpo a alma, a matéria ao espírito é a meta do homem Universal plenamente consciente.
Quais os desafios que enfrentamos na nossa existência para isso? Que valores e crenças conflitantes atribuem a nossa consciência a visão de corpo profano e de uma alma sagrada?
Para compreendermos a divisão arquetípica entre o masculino como a consciência mental e o feminino como a inconsciência física, sem identificarmos essas energias com a visão de que pertencem ao sexo masculino e feminino, é preciso que primeiro a compreendamos como sendo estas uma única e mesma energia pertencentes ao ser humano.
Por conta dessa divisão inconsciente, a sexualidade foi excluída da sua dimensão sagrada e considerada mesmo oposta ao caminho espiritual. Assim nos dias de hoje presenciamos na sociedade duas situações extremas que revelam esta ferida coletiva.
A primeira delas é uma atitude repressiva perante a toda e qualquer manifestação de sensualidade e uma inconsciência profunda perante ás necessidades básicas do corpo. Esta atitude está presente nas pessoas de mais idade e naquelas que assumem uma atitude “religiosa dogmática”, em adolescentes que ainda não despertaram para o imenso potencial de vida que trazem dentro si e em todos que ainda não perceberam e não atualizaram a energia criativa do qual são expressões.
A segunda delas é uma atitude promíscua diante do sexo, onde não se tem noções dos limites, nem noção da força da energia de vida que é desperdiçada, quando a alma não é percebida e respeitada, sinalizando sentimentos e carências mais profundas, que tentam ser compensados numa atitude inconsciente e compulsiva perante o seu corpo.
As conseqüências na vida dessas duas atitudes ao nível psicofísico são similares. Dificuldades e insatisfação na vida sexual, sentimentos de culpa, tensões físicas, incapacidade de criar e dar um sentido maior a sua própria vida.
A bem da verdade, a maioria de nós não vive nesses extremos, mas numa tentativa de nos adequar ao que é considerado socialmente aceito e aquilo que pode aparentemente nos trazer um equilíbrio, porém nem sempre nos sentimos felizes, pois essa integração não diz respeito a um cumprimento meramente de uma atitude moralmente aceita, mas de um resgate profundo do estar presente, do estar inteiro corpo-mente-espírito, seja na hora do Amor erótico, seja na hora da prática da espiritualidade e do amor universal, seja quando mergulhamos na solidão das nossas dores e inconsciências e simplesmente as acolhemos e as aceitamos como parte da vivência humana.
Despertar o feminino sagrado é reverenciar a face feminina de Deus. È encarnar em si as próprias qualidades divinas do amor, da devoção, do cuidado, da pureza e da beleza. Assim servimos à Deusa e nos tornamos unos com Ela.
Nancy Qualls-Corbett, no seu livro, A Prostituta Sagrada, através de pesquisas e relatos de antigas práticas de iniciação feminina, nos fala que havia prostitutas sagradas, virgens, que eram levadas ao templo para servirem à Deusa e assim adentrarem nos seus mistérios.
Na prática dos dias de hoje não existem templos como àqueles, somente espaços considerados profanos para o Amor, e quantas vezes as mulheres não são apenas prostitutas para os seus maridos ou vice-versa, fazendo sexo sem vontade ou sem mais aquele amor, não profanam assim o templo da Deusa que são seu próprio corpo? Desprovidos da dimensão sagrada perdemos a visão de que o Amor só se manifesta quando transcendemos nossas carências egóicas e o desejo que o outro nos faça feliz, para então num ato ritual de adoração do Divino ou da Divina presença no outro, penetrarmos no templo sagrado do nosso ser e percebermos o êxtase de sermos Um com a vida.
A mensagem que a autora nos traz é que voltemos a realizar o sagrado matrimônio internamente entre o nosso corpo e a alma, nas nossas relações entre homem e mulher e ao nível transpessoal entre matéria e Espírito, sacralizando e oferecendo ao Amor Maior, todas as nossas ações.

domingo, 5 de julho de 2009

Participe do Grupo de Estudo e Vivências da Psicologia Feminina

Grupo de Estudo e Vivências da Psicologia Feminina

Com base no Livro de Nancy Qualls-Cobertt: A Prostituta Sagrada – A face eterna do feminino, Ed. Paulus

Inicio: 24 de Julho de 2009
Horário: Todas as sextas das 8:00 às 09:30hs

Investimento mensal: R$100,00
R$ 50,00 Estudantes

• Vivências Criativas com contos, mitos, música, dança e pintura de mandalas
• Rituais de contato com o feminino sagrado
• Reflexões sobre a aplicação dos temas trabalhados
aos relacionamentos.

Facilitadora: Ana Cláudia Dutra - Psicoterapeuta de orientação Junguiana

MAIORES INFORMAÇÔES: No MANDALA –(85) 32273699
Rua Marcondes Pereira,1404, Dionísio Torres, Fortaleza-CE

ou acesse o site: www.anaenello.ou www.anaenello.org
ananello@terra.com.br_

domingo, 28 de junho de 2009

Aula Aberta de Meditação

AULA ABERTA DE MEDITAÇÃO

Sábado, 11 de Julho de 2009 das 9h30 ás 11h30

Programação:
9:30 Harmonização com o Mantra OM
9: 45 Orientações para a prática da Concentração na Respiração (Anapanassati) e da Meditação Andando
10:00 Prática
10:30 Feedback – Comentários sobre a prática
11:00 Encerramento com Kirtans
ESPAÇO CLARA LUZ
Rua Coronel Linhares, 452, Meireles - Fortaleza - Ceará - 85 3224.9832 –
www.claraluz.pro.br
yoga@claraluz.pro.br
FACILITADORES: Nello Baia Júnior e Ana Cláudia Dutra
www.anaenello.org
ananello@terra.com.br

domingo, 7 de junho de 2009

Budismo:Uma Religião sem Deus?

BUDISMO: UMA RELIGIÃO SEM DEUS?


Buda não é Deus segundo a concepção do Budismo. Buda significa “aquele que despertou de um sono profundo”.Buda é um estado de Ser.Todos nós somos Buda, apenas estamos adormecidos deste estado.
Os budistas são acusados de ateísmo, na realidade não pronunciam a palavra Deus porque sabem Deus está em cada um de nós, está em tudo e em todos... Tudo é Deus. Deus não se encontra numa possibilidade externa, mas na possibilidade do interno de cada um de nós.
O que é preconizado como “Buda” é o Buda histórico Sidarta Gautama, aquele que foi um príncipe do Reino de Sakya e por isto é chamado Buda Sakyamuni. Muitos acham ser este o único Buda.Mas qual é a quantidade de Budas existentes?
Budismo é uma religião? Budismo é filosofia?Budismo é ciência?
Budismo por ser tudo isto segundo a concepção de cada praticante. Pode ser uma Filosofia de Vida de emprego bem prático que não impede que você professe outra religião ou credo, muito pelo contrário nos dá condições através das quatro nobres verdades, do nobre caminho óctuplo, da compreensão sobre os doze elos e outros meios hábeis que mais tarde discorreremos em outros artigos, de sermos melhores cidadãos, melhores profissionais, melhores homens e mulheres.
O budismo nos ensina a tarefa de sermos responsáveis sem culpa.
Culpa e pecado não são palavras empregadas no Budismo. Perdoar deve estar implícito na atitude de vida do budista que deve ser norteada por uma atitude ética implícita nos parâmetros da natureza. O budista sabe que uma aparência é só uma aparência, que as pessoas e situações devem ser olhadas em sua essência sem conceito, comparação ou julgamento, pois todos são iguais, perfeitas e puras apesar da aparência que criam de si e dos outros.
Budismo não idealiza um “reino dos céus” ou outros lugares e estados parecidos após a desencarnação.
Budismo ensina que o Nirvana está na possibilidade do Aqui e no Agora e não em algum lugar ou algo para ser deixado para depois e que é preciso deixar os véus da ilusão (Maya) que turva a nossa visão no Samsara, a roda de nascimentos e morte a que nos submetemos neste plano no exercício kármico.
Budismo ensina que o Karma é o resultado do que fizemos, fazemos e faremos na Terra. “Causa e Condição” ou “Causa e Efeito”. Toda ação produz um resultado, por isto através da Meditação aprendemos a encontrar o estado de “Plena Atenção”, que nos produzirá as condições de produzir um Bom Karma através de ações que produzam o bem para si e para os outros.
O Budismo preconiza a Não Violência a todo e qualquer ser vivente. O Não Matar do Budismo é amplo e irrestrito. Podemos não matar uma idéia de alguém, um animal para nos servir de sua carne e assim por diante.

“...Se queres saber porque te passa assim o teu presente olha o teu passado.Se queres conhecer o teu futuro,olha o teu presente!...(Buda Sakyamuni)


“Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo.
Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo.
Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo o que existe. Transcender corpo e mente seus e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a iluminação é colocada a disposição de todos os seres.”

Mestre Zen Eihei Dogen (1200-1253)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A Diferença entre Concentração e Meditação

A DIFERENÇA ENTRE CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO

Muito se tem escrito e falado sobre Meditação e Concentração e então podemos estabelecer diferentes premissas do processo de Meditar e Concentrar.
Ciências como o Yoga, tradições como o Budismo e suas várias vertentes tem ao longo de sua história se situado entre estes dois pontos: Meditar e Concentrar.
Mais recentemente a Ciência tem demonstrado interesse e se dedicado sobre este assunto especialmente no tocante a neurofisiologia no estudo das “infinitas possibilidades dos caminhos neuronais” que surgem quando fazemos mão da Meditação e da Concentração que possibilitam o uso de partes do cérebro até então pouco usadas.
É interessante a visão do Yoga Integral de Sri Aurobindo que coloca diferença entre Meditar e Concentrar.
Então temos o que Rolf Gelewski, discípulo de Aurobindo e da “Mãe” Mira Alfassa escreve nas linhas abaixo:
“Concentrar significa centralizar, fazer convergir em um campo, unir em um ponto determinado este ponto passa a ser um lugar de referência para movimentos que se efetuam a seu redor e, desta maneira, a adquirir uma função e poder de orientação; então os movimentos, reagindo a crescente definição e estabilidade do ponto, chegam a se relacionar diretamente com ele, rodeando-o ou convergindo para ele ou se afastando dele, e assim se cria um contexto, uma constelação específica onde o ponto assume a posição de um centro. Todos os movimentos que neste centro convergem trazem para ele e acumulam nele as energias, das quais foram até então, manifestação: transformam-se em potenciais.É por isto que a concentração não significa um estado ou um valor qualquer, mas um estado de intensidade crescida, o valor de uma nova força, um poder – porque é a união de muitas energias em só ponto ou campo.”
Continuando a sorver a água do Yoga Integral temos a definição outorgada por Sri Aurobindo :
“Meditação é uma atividade puramente mental, ela interessa sómente ao ser mental...”
“...A pessoa pode se concentrar enquanto medita, mas esta é uma concentração mental; pode chegar a um silêncio, mas é um silêncio puramente mental, e as outras partes do ser são mantidas imóveis e inativas a modo de não perturbar a meditação...”
Sabemos como o nome já nos diz, A Yoga Integral visa à integração do Homem no seu aspecto do Todo. Corpo Físico, Corpo Mental, Corpo de Energia e Corpo Espiritual devem-se integrar neste Todo que é em essência o Ser Total ou o que Verdadeiro é.
“...conheci pessoas em minha vida cuja capacidade para meditação era notável, mas que quando não estavam em meditação, eram pessoas inteiramente comuns, às vezes gente de mau temperamento, que ficaria furiosa se sua meditação fosse perturbada. Pois eles tinham apenas aprendido a dominar a sua mente e não o resto do seu ser.” ( A Mãe,Mira Alfassa)
Em relação ao enunciado da Mãe podemos nos reportar ao autor Jack Korfield que no seu livro “Depois do Êxtase, Lave a Roupa Suja”,da Editora Cultrix onde relata várias experiências de mestres da Arte de Meditar que depois até perceberem seus samadhis, atingindo o Êxtase, voltaram a vida mundana em todas as suas situações, entrando em choque com seus discípulos, virando alvo da especulação pública.
Podemos então estabelecer a diferença entre Meditar e Concentrar seria uma questão de objetivo. Enquanto concentra em só ponto pode acontecer com um lavrador que ara a terra focando sua atenção na enxada que provoca o sulco no solo visando plantar a semente que dará o sustento na próxima colheita e então ele vive “aquele momento presente”, enquanto um meditador na sua sala de meditação visa concentrar num só ponto mas percebendo as diferentes matizes de sua mente que ocorrem durante a sentada com a finalidade meditativa.Então o meditador tem um objetivo que o de parar,concentrar para depois meditar e lavrador para no seu objetivo o de efetivamente concentrar.Podemos dizer ele é a terra, a enxada, a semente numa perfeita integração. Podemos dizer que o meditador tem o objetivo de perceber-se o “Todo”,observando suas ondulações mentais e sensações corporais independente do foco como por exemplo: ao sentir uma sensação de coceira ele treina percebendo que esta coceira não é ele, não é dele, mas apenas uma percepção impermanente e ilusório fruto de sua projeção mental.
“Concentração, para o nosso Yoga significa que a consciência é fixada num particular estado (por exemplo paz) ou movimento (por exemplo, aspiração,vontade, entrar em contato com a Mãe, tomar o nome da Mãe); meditação e quando a mente está olhando para coisas a fim de adquirir conhecimento correto.” (Sri Auobindo)
O que almejamos com este artigo não é concluir este assunto, mas sim levar a uma reflexão sobre o tema Meditação e Concentração.
Enfatizamos que Meditação e Concentração são grandes possibilidades de levar o Amor e a Compaixão para as pessoas: o meditador na sua sentada oferece a sua meditação ao próximo e irradia o Amor em toda a sua possibilidade para toda a humanidade. Aquele que concentra oferece o fruto da sua concentração ao próximo, e que o trabalho e sua produção resultante deste concentrar atinja toda a humanidade numa prestação de serviço essencial para todos nós.
• As citações de Sri Aurobindo, a Mãe(Mira Alfassa) e de Rolf Gelewnski foram extraídos da Revista Ananda de 1992, da Casa Sri Aurobindo, Belo Horizonte-MG cujo título é: “Concentração:seu valor na vida e no yoga (porque e como concentrar-se”.